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	<title>Alexandro Castro</title>
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		<title>Nosso Lar &#8211; O Filme</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 15:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
Apesar de eu ser um animador e tratar aqui nesse espaço assuntos geralmente exclusivos desse campo profissional, irei agora abrir uma excessão para comentar e fazer algumas críticas quando ao filme &#8220;Nosso Lar&#8221; atualmente nos cinemas.
Aguardei muito anciosamente a estréia dessa produção nacional, por dois motivos bem fortes para mim. Em primeiro lugar por quê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://ci.i.uol.com.br/album/nosso_lar_2010_f_003.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Apesar de eu ser um animador e tratar aqui nesse espaço assuntos geralmente exclusivos desse campo profissional, irei agora abrir uma excessão para comentar e fazer algumas críticas quando ao filme &#8220;Nosso Lar&#8221; atualmente nos cinemas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Aguardei muito anciosamente a estréia dessa produção nacional, por dois motivos bem fortes para mim. Em primeiro lugar por quê eu próprio sou espírita, e ver na telona a reprodução visual de uma estória que todos nós (o livro é leitura garantida entre espíritas) temos imaginado por tantas décadas é realmente um atrativo. Por outro lado, o filme conta com efeitos especiais talvez nunca vistos em uma produção nacional, assim, sendo eu um profissional ligado ao meio seria natural que aguardasse com certa anciedade para assistí-lo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Vi o filme um pouco antes que a maioria dos brasileiros, em uma exibição especial uma semana antes da data de estréia. Como a estória do livro é algo muito familiar para mim, naturalmente não pude evitar de me prender mais ao &#8220;cinema&#8221; propriamente dito.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para mim a adaptação do livro é razoável, mas não diria que perfeita. Há ao meu ver ao menos duas passagens do livro que foram ignoradas com prejuízo para a estória, mas há também uma inserção feliz de alguns personagens que ajudaram a sintetizar certos acontecimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os efeitos especiais, justamente o que mais me interessava, foram a meu ver a grande decepção. Realmente existem cenas perfeitas, bem executadas e que reproduzem muito bem o ambiente descrito no livro. Há, entretanto, outras que beiram o amadorismo, mal resolvidas e com técnicas desgastadas. Algo realmente perturbador e incompreensível, um contraste sem explicação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para mim a direção foi muito falha, permitindo atuações teatrais demais, diálogos empostados e forçados. Em muitos momentos parece que assistimos a uma peça de teatro, possivelmente pelo fato dos atores virem do teatro e não terem sido dirigidos adequadamente para evitarem seu habitual tom de voz e gestos marcados em cena. A trilha sonora de Philip Glass foi quase destruída pela edição, que também é muito ruim. O filme tem transições estranhas entre as cenas e própria trilha é montada com fades in/out que não se casam, mais parecendo uma edição de novela. O diretor a meu ver mostrou não ter cacife para uma produção desse tamanho, embora não se possa retirar o seu mérito de coragem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Por outro lado, nem todas as pessoas possuem razoável conhecimento técnico e uma boa parte do público busca compreender a estória mais do que a experiência visual. Talvez por isso, a aceitação do filme esteja sendo muito maior do que eu poderia supor. Como espírita, fiquei preocupado em ver &#8220;Nosso Lar &#8211; O Filme&#8221; se tornar um fracasso, mas a maioria das pessoas saem encatadas das salas de cinema, o que agredito irá garantir um ótimo público a essa produção. A crítica especializada tem sido bem menos &#8220;amistosa&#8221; na avaliação da produção, mas quanto a isso não há nada a fazer a não ser concordar com a maioria dos críticos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No entanto, percebi em algumas das críticas que li um terceiro fator, muito interessante, surpreendente. Me paece que alguns críticos são pessoas bem menos cultas e preparadas do que a verborragia técnica e desfile de nomes célebres que decoraram nos faz acreditar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Li  em vários textos críticas a forma como os espíritos do filme se vestem. &#8220;O que há de errado em se vestir uma calça jeans ou uma minissaia no mundo dos espíritos?&#8221;. Ora, o filme é datado no fim dos anos 30. Não me parece que seria o tipo de vestimenta mais famiiar para os &#8220;recém desencarnados&#8221; naquela época. Portanto as vestes apresentadas na produção são bem mais aceitáveis e de acordo com o que é descrito no lviro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;É muito piegas representar o céu como um lugar florido e campado no qual as pessoas ouvem música edudita&#8221;.  Mais uma vez, o filme reproduz o ambiente descrito no livro. Da mesma forma que a vila dos Hobbits é reproduzida em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; tal qual descrita na obra literária. Lembre-se, mais uma vez, que é bem mais aceitável imaginar que pessoas nos anos 30 se interessariam por música erudita e campos verdes em suas horas de descanso do que imaginar que buscassem outra atividade qualquer, como jogar PlayStation, talvez?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como espírita torço para que o filme consiga uma grande bilheteria, pois justificaria o investimento em novas obras, dentre elas algumas as quais eu gostaria muito de ver serem filmadas. Como &#8220;brasileiro&#8221; eu torço para o sucesso do filme, pois foi a maior produção nacional na história do nosso cinema e mostra sim um novo e vasto campo a ser explorado, o dos filmes com alta dose de efeitos especiais. Como &#8220;cinéfilo&#8221; eu sinceramente me entristeço com a produção que vi, na minha opinião recheada de falhas lamentáveis (e sinceramente fico feliz de tantas pessoas aparentemente não perceberem ou se importarem com isso).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quando vi o filme pela primeira vez imaginei que seria muito criticado. As críticas vieram realmente, a maior parte delas até aqui absolutamente certas .Mas uma certa parte da crítica &#8220;especializada&#8221; a meu ver tem se mostrado bem pouco especializada. Crítico deve criticar &#8220;cinema&#8221; em seus pontos técnicos. Quando alguém sem qualquer conhecimento sobre uma crença ou mesmo sobre uma obra literária resolve criticar algo fora do cinema como experiência, acaba dando voz a comentários absurdos, como alguns que tenho lido.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não seria ridículo se eu dissesse que em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; o condado de Peter Jackson é um lugar piegas com moradores em suas casinhas com portas redondas em uma vila florida e verdejante? Peter poderia ter inserido a arquitetura de Gothan City em um ambiente que havia sido descrito daquela forma no livro?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 702px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Se não tem conhecimento da obra literária e mesmo dos valores filosóficos e doutrinários da crença que o livro retrata, atenha-se a questões técnicas. Creio que elas já são material pra farta crítica.</div>
<p>Apesar de eu ser um animador e tratar aqui nesse espaço assuntos geralmente exclusivos desse campo profissional, irei agora abrir uma excessão para comentar e fazer algumas críticas quando ao filme &#8220;Nosso Lar&#8221; atualmente nos cinemas.</p>
<p>Aguardei muito ansiosamente a estréia dessa produção nacional, por dois motivos bem fortes para mim. Em primeiro lugar por quê eu próprio sou espírita, e ver na telona a reprodução visual de uma estória que todos nós (o livro é leitura garantida entre espíritas) temos imaginado por tantas décadas é realmente um atrativo. Por outro lado, o filme conta com efeitos especiais talvez nunca vistos em uma produção nacional, assim, sendo eu um profissional ligado ao meio seria natural que aguardasse com certa ansiedade para assistí-lo.</p>
<p>Vi o filme um pouco antes que a maioria dos brasileiros, em uma exibição especial uma semana antes da data de estréia. Como a estória do livro é algo muito familiar para mim, naturalmente não pude evitar de me prender mais ao &#8220;cinema&#8221; propriamente dito.</p>
<p>Para mim a adaptação do livro é razoável, mas não diria que perfeita. Há ao meu ver ao menos duas passagens do livro que foram ignoradas com prejuízo para a estória, mas há também uma inserção feliz de alguns personagens que ajudaram a sintetizar certos acontecimentos.</p>
<p>Os efeitos especiais, justamente o que mais me interessava, foram a meu ver a grande decepção. Realmente existem cenas perfeitas, bem executadas e que reproduzem muito bem o ambiente descrito no livro. Há, entretanto, outras que beiram o amadorismo, mal resolvidas e com técnicas desgastadas. Algo realmente perturbador e incompreensível, um contraste sem explicação.</p>
<p>Para mim a direção foi muito falha, permitindo atuações teatrais demais, diálogos empostados e forçados. Em muitos momentos parece que assistimos a uma peça de teatro, possivelmente pelo fato dos atores virem do teatro e não terem sido dirigidos adequadamente para evitarem seu habitual tom de voz e gestos marcados em cena. A trilha sonora de Philip Glass foi quase destruída pela edição, que também é muito ruim. O filme tem transições estranhas entre as cenas e a própria trilha é montada com fades in/out que não se casam, mais parecendo uma edição de novela. O diretor a meu ver mostrou não ter recursos para uma produção desse tamanho, embora não se possa retirar o seu mérito de coragem.</p>
<p>Por outro lado, nem todas as pessoas possuem razoável conhecimento técnico e uma boa parte do público busca compreender &#8220;a estória&#8221; mais do que a experiência visual. Talvez por isso, a aceitação do filme esteja sendo muito maior do que eu poderia supor. Como espírita, fiquei preocupado em ver &#8220;Nosso Lar &#8211; O Filme&#8221; se tornar um fracasso, mas a maioria das pessoas saem encatadas das salas de cinema, o que acredito irá garantir um ótimo público a essa produção. A crítica especializada tem sido bem menos &#8220;amistosa&#8221; na avaliação da produção, mas quanto a isso não há nada a fazer a não ser concordar com a maioria dos críticos.</p>
<p>No entanto, percebi em algumas das críticas que li um terceiro fator, muito interessante, surpreendente. Me paece que alguns críticos são pessoas bem menos cultas e preparadas do que a verborragia técnica e desfile de nomes célebres que decoraram nos faz acreditar.</p>
<p>Li  em vários textos críticas a forma como os espíritos do filme se vestem. &#8220;O que há de errado em se vestir uma calça jeans ou uma minissaia no mundo dos espíritos?&#8221;. Ora, o filme é datado no fim dos anos 30. Não me parece que seria o tipo de vestimenta mais famiiar para os &#8220;recém desencarnados&#8221; em um ambiente &#8220;celestial&#8221; (mesmo lá não sendo o céu) naquela época. Portanto as vestes apresentadas na produção são bem mais aceitáveis e de acordo com o que é descrito no lviro.</p>
<p>&#8220;É muito piegas representar o céu como um lugar florido e campado no qual as pessoas ouvem música edudita&#8221;.  Mais uma vez, o filme reproduz o ambiente descrito no livro. Da mesma forma que a vila dos Hobbits é reproduzida em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; tal qual descrita na obra literária. Lembre-se, mais uma vez, que é bem mais aceitável imaginar que pessoas nos anos 30 se interessariam por música erudita e campos verdes em suas horas de descanso do que imaginar que buscassem outra atividade qualquer, como jogar PlayStation, talvez?</p>
<p>Como espírita torço para que o filme consiga uma grande bilheteria, pois justificaria o investimento em novas obras, dentre elas algumas as quais eu gostaria muito de ver serem filmadas. Como &#8220;brasileiro&#8221; eu torço para o sucesso do filme, pois foi a maior produção nacional na história do nosso cinema e mostra sim um novo e vasto campo a ser explorado, o dos filmes com alta dose de efeitos especiais. Como &#8220;cinéfilo&#8221; eu sinceramente me entristeço com a produção que vi, na minha opinião recheada de falhas lamentáveis (e sinceramente fico feliz de tantas pessoas aparentemente não perceberem ou se importarem com isso).</p>
<p>Quando vi o filme pela primeira vez imaginei que seria muito criticado. As críticas vieram realmente, a maior parte delas até aqui absolutamente certas .Mas uma certa parte da crítica &#8220;especializada&#8221; a meu ver tem se mostrado bem pouco especializada. Crítico deve criticar &#8220;cinema&#8221; em seus pontos técnicos. Quando alguém sem qualquer conhecimento sobre uma crença ou mesmo sobre uma obra literária resolve criticar algo fora do cinema como experiência, acaba dando voz a comentários absurdos, como alguns que tenho lido.</p>
<p>Não seria ridículo se eu dissesse que em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; o condado de Peter Jackson é um lugar piegas com moradores em suas casinhas com portas redondas em uma vila florida e verdejante? Peter poderia ter inserido a arquitetura de Gothan City em um ambiente que havia sido descrito daquela forma no livro?</p>
<p>Se não tem conhecimento da obra literária e mesmo dos valores filosóficos e doutrinários da crença que o livro retrata, atenha-se a questões técnicas. Creio que elas já são material pra farta crítica. Em alguns textos queixaram-se do roteiro ser muito didático, o que o tornaria chato. Eu concordo plenamente, mas surpreendentemente tenho lido críticas de questões que no filme foram mostradas visualmente ao mesmo tempo que narradas, e ainda assim parecem não ter sido compreendidas, como por exemplo a questão de que a colônia retratada &#8220;não é&#8221; o céu e sim uma área de reestabelecimento.</p>
<p>Fica difícil dizer &#8220;o filme é chato por quê é didático demais, por isso eu não entendi nada&#8221;. Assim não dá, assim vocês me quebram.</p>
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		<title>Críticas e objetivos (parte 1)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 05:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No ano de 2004 meu trabalho esteve um tanto quanto em evidência na mídia local. Naquele ano eu venci as duas categorias principais do festival regional de curta-metragens, fui entrevistado por três jornais locais e uma revista nacional de computação gráfica, além de dois programas locais de televisão, tudo isso em um período de talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano de 2004 meu trabalho esteve um tanto quanto em evidência na mídia local. Naquele ano eu venci as duas categorias principais do festival regional de curta-metragens, fui entrevistado por três jornais locais e uma revista nacional de computação gráfica, além de dois programas locais de televisão, tudo isso em um período de talvez três meses.  Tanta exposição é rara para um profissional de animação, mas mesmo tendo sido apenas quinze minutos de fama me fez passar por uma experiência interessante da qual tirei grande lição.</p>
<p>Certo dia eu estava calmamente comendo um Trio Double Cheese no Bob´s da praça de alimentação “antiga” do Amazonas Shopping quando notei três caras em uma mesa ao lado, distante cerca de dois metros da minha. A princípio não identifiquei do que falavam, mas em certo momento ouvi a palavra “tresdê” naquela conversa e isso obviamente voltou meu radar para aquela direção.   Falavam sobre computação gráfica e trabalhos que viram na internet e em outros lugares. Não levou muito tempo e um deles falou o meu nome. Eu não conhecia nenhum deles e visivelmente nem eles a mim, haja visto que não me reconheceram mesmo eu sendo o único ser vivente num raio de quinze metros aproximadamente. Após ouvir meu nome eu tive um breve instante de um certo orgulho: “estão falando de mim”, pensei já esperando alguma massagem no ego.</p>
<p>Porém, o que ouvi a partir desse ponto foram críticas, das pesadas mesmo. Um senhor balde de água-fria e um golpe na auto-estima de um profissional iniciante, até por saber que eles estavam certos quando diziam “o trabalho dele não é tão bom”, ou ainda “já vi melhor, não tem nada demais”. Era tudo verdade e eu sabia, afinal havia iniciado profissionalmente cerca de um ano antes, mas não estava acostumado a ouvir isso dos outros até aquele momento. O que me incomodou no entanto foram as críticas “pessoais”. Dos três caras na mesa. Um parecia ser o espectador para o qual os outros dois falavam sobre computação gráfica. Um deles parecia ter visto o meu curta e parecia em cima do muro, pois não criticava mas meio que assinava embaixo tudo que era dito sobre ele. O terceiro aparentemente havia visto tanto meu curta quanto alguma entrevista nos jornais e parecia não ter ido nada com a minha cara. Era ele quem me criticava, o segundo concordava aparentemente por concordar e o terceiro absorvia a informação.</p>
<p>Senhores, a situação de ouvir alguém na mesa ao lado falar o seu nome e sobrenome recheado de críticas pessoais é algo deveras estranho. Aquela criatura, incapaz de me reconhecer a dois metros dele me acusava de ser “borçal” e de “me achar”, sem contar as críticas ao trabalho. Talvez outra pessoa se apresentasse nesse momento cobrando explicações, mas eu como sou pacífico ao extremo (você pode inclusive me criticar por isso, já posso prever) apenas escutei com a orelha em pé, e sai de lá assim que eles sairam, assustado com a situação. Levei semanas pra digerir aquilo.   Aquilo me abalou naquele tempo, mas o tempo conserta tudo e a gente amadurece.</p>
<p>O que aprendi sobre críticas é que elas são desagradáveis, ninguém se sente confortável com críticas, mas elas precisam ser aceitas pois podem carregar uma grande verdade e você pode ser beneficiado por se deixar ser alertado sobre suas falhas. Por outro lado, existem os que criticam por criticar, por mau hábito ou até desconhecimento do que dizem. Acima de tudo, é preciso entender que a crítica faz parte do processo, pois quem faz animação está exatamente oferecendo seu trabalho para avaliação e avaliações podem facilmente resultar em rejeições.</p>
<p>Aprendi nesses anos que a maioria das pessoas parecem gostar de mim por gostar, “foram com a minha cara”. Então é preciso saber aceitar que em certos momentos haverão também os que não gostarão de mim ou do meu trabalho apenas por não gostarem, por “não irem com a minha cara”, ou algo assim.   Críticas são secas por natureza. Eu mesmo critiquei em um post anterior o último filme do Shrek e mesmo tentando mostrar o meu respeito pelos profissionais do filme parece que deixei ao menos duas pessoas chateadas. Mas críticas são parte da coisa, algo com o qual precisamos nos acostumar se quisermos ter sucesso em nossas atividades e é exatamente por isso que irei escrever sobre duas pessoas que tenho como ídolos nos próximos posts. Vocês verão que são pessoas extremamente criticadas no Brasil, mas independente dessas críticas, são vitoriosos e bem sucedidos, algo que afinal é o que buscamos.</p>
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		<title>Dude!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 17:38:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Dude! Não é segredo que eu sou um fã de Lost. De fato eu ainda estou em crise de abstinência pelo fim da série. Não ter mais que esperar uma semana para fazer download de episódios, nem passar metade do ano conversando sobre o que será a próxima temporada ainda me dói. Por isso resolvi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dude! Não é segredo que eu sou um fã de Lost. De fato eu ainda estou em crise de abstinência pelo fim da série. Não ter mais que esperar uma semana para fazer download de episódios, nem passar metade do ano conversando sobre o que será a próxima temporada ainda me dói. Por isso resolvi fazer uma homenagem a série no meu novo curta, &#8220;Captain Silversky&#8221;. Sim, há nele uma participação especial, uma sátira ao nosso querido Hurley.</p>
<p>Ora, uma das coisas bacanas que pensei para essa especialíssima participação seria que Hurley tendo se tornado o novo Jacob, deveria herdar também a sua música tema. Bom, hoje após ver o epílogo que vem com o box da série completa percebi que os produtores tiveram a mesma idéia. Bom, dentro do universo de Lost isso parecia bem óbvio. Mas poxa, eu queria tanto ter sido o primeiro a mostrar a idéia (mimimi). Bom, paciência, afinal eles são os donos da série e dos personagens, você queria o quê Alexandro Castro?</p>
<p>Okay, mas ainda possuo uma carta na manga. Um grande mistério de Lost, nunca respondido, será revelado dentro da aventura do Captain Silversky. Aguarde!</p>
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		<title>Captain Silversky Animation Test</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 04:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não pensem que parei com meu novo curta. Continuo encaixando ele nas horas livres entre um trabalho e outro e estou muito feliz com o resultado. Aqui vou mostrar uma rapidíssima cena apenas para dar um gostinho, nada de spoilers.

I keep working on my new short film in my spare time. So I decided to [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não pensem que parei com meu novo curta. Continuo encaixando ele nas horas livres entre um trabalho e outro e estou muito feliz com o resultado. Aqui vou mostrar uma rapidíssima cena apenas para dar um gostinho, nada de spoilers.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="440" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/9ljlkc6fgbI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="440" height="300" src="http://www.youtube.com/v/9ljlkc6fgbI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em><span style="color: #993300;">I keep working on my new short film in my spare time. So I decided to show this shot just for fun, no spoilers for while</span></em></p>
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		<title>Fogo realista no 3dsmax</title>
		<link>http://www.alexandrocastro.com/blog/?p=181</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 04:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videotutorials]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez consegui encontrar disposição para criar um videotutorial abordando uma técnica bacana. Desta vez resolvi mostrar como criar fogo com boa qualidade e sem uso de plugins no 3dsmax. Obviamente você conseguirá resultados melhores e mais realistas usando plugins como FumeFX, mas o custo disso muitas vezes não se mostra interessante em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez consegui encontrar disposição para criar um videotutorial abordando uma técnica bacana. Desta vez resolvi mostrar como criar fogo com boa qualidade e sem uso de plugins no 3dsmax. Obviamente você conseguirá resultados melhores e mais realistas usando plugins como FumeFX, mas o custo disso muitas vezes não se mostra interessante em um projeto, seja por razões financeiras ou por prazo disponível. O video a seguir expôe a técnica que desenvolvi para a criação de fogo realista com boa qualidade para um grande número de situações. Embora seja uma técnica que desenvolvi ao longo do tempo é pouco provavel que eu tenha sido o primeiro a pensar nessa solução, ou menos ainda que eu tenha sido aquele que conseguiu o melhor resultado, mas me sinto feliz em compartilhar com vocês.</p>
<p><span style="color: #993300;"><em>Once more I got some energy to create a new videotutorial about another cool technique I use. I decided to show how to create fire in good quality and without any plugins in 3dsmax. Obviously you will get better results using third part plugins like FumeFX, but your budget or deadline many times will avoid it. The video below explore a technique I´ve created, but this doesn´t means that I was the first one to think on it and neither that I was who got the best final result. Even so, I feel happy for share it. Opps, almost forgot! This time the video is in portuguese, but certainly you can get the point just watching.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 13.3333px;"><object style="height: 344px; width: 425px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Q0wVteWNeM4" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 344px; width: 425px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/Q0wVteWNeM4" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<p><object style="height: 344px; width: 425px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ncj_X9atgIg" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 344px; width: 425px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/ncj_X9atgIg" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Shrek 4, Forever After</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 04:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar de ser um animador profissional, raras vezes me dou ao trabalho de fazer comentários muito técnicos sobre os longas animados que assisto. As razões são óbvias! Primeiro, elogiar ou criticar essas produções pode gerar controvérsias desnecessárias, uma vez que para o simples expectador (aquele que não tem qualquer conhecimento técnico sobre o assunto) os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de ser um animador profissional, raras vezes me dou ao trabalho de fazer comentários muito técnicos sobre os longas animados que assisto. As razões são óbvias! Primeiro, elogiar ou criticar essas produções pode gerar controvérsias desnecessárias, uma vez que para o simples expectador (aquele que não tem qualquer conhecimento técnico sobre o assunto) os detalhes citados podem passar despercebidos. Segundo, o leitor que compreender perfeitamente minhas considerações possivelmente será também um profissional da área, e exatamente por isso saberá de todas as dificuldades que temos nas realizações desses trabalhos e que muitas vezes o resultado final só não tem mais qualidade por quê não nos deixam alcançá-la. Ou seja, quem está de fora da produção não tem dados para uma análise realmente justa.<br />
Dito isso, pesso de antemão mil desculpas por ousar fazer uma análise crítica do quarto filme do ogro da Dreamworks. Não quero passar a imagem de que não reconheço o talento absurdo dos profissionais da Dreamworks, mas se me for permitido levantar algumas poucas questões, lá vou eu.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.smartcine.com/images/shrek_4_teaser_poster.jpg" alt="" width="400" height="593" /></p>
<p><strong>Shrek 4 &#8211; Forever After</strong><br />
Gostaria de comentar cinco  pontos a meu ver muito significativos no quarto longa do nosso amigo ogro. São eles: design dos personagens; enredo; trilha sonora, gags e animação.<br />
<em><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"> Design de personagens</span></span></em><span style="text-decoration: underline;"> </span>não é exatamente o ponto em que Shrek se diferencia dos concorrentes. A dreamworks optou desde sempre por uma abordagem cartoon-realista, sem grandes ousadias nos traços dos personagens. O máximo que se ousou fazer foram leves exageros nas proporções dos personagens, especificamente Lord Farquaad no primeiro longa e Rumpelstiltskin no quarto e último(?). Todos os outros personagens usam proporções próximas às reais e não há visualmente um grande efeito cartoon. Isso não é um defeito ou mesmo um ponto negativo na série. Foi simplesmente o estilo escolhido pela Dreamworks e certamente deu certo, afinal ninguém reclamou disso em quase uma década de ogro.<br />
Para você ter idéia do quanto economizaram a criatividade no conceito dos personagens, o próprio Shrek é na verdade uma caricatura (ou quase nem isso) de um &#8220;ogro de verdade&#8221;, o poeta e lutador de luta livre francês Maurice Tillet.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://humorvip.files.wordpress.com/2007/12/noname.jpg" alt="" width="468" height="319" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Notem que além das feições de Maurice, até mesmo a calça e sapato do Shrek são réplicas do original</em></p>
<p>A única coisa que me incomoda é que em termos de proporção, os vilões do primeiro e quarto filmes parecem irmãos, ou versões diferentes do mesmo personagem. Descobrir o real tamanho do Farquaad no primeiro foi um choque, hilário. No quarto filme a piada estava batida e não gerou qualquer sorriso extra. Os pontos positivos ficaram  para a sutileza da guerreira Fiona, levemente mais magra e musculosa; os novos e super engraçados ogros e o excelente e bem concebido flautista de Hamelin.<br />
<span style="text-decoration: underline;"> Enredo</span>. Temos aqui um ponto no qual a Dreamworks parece ter cometido um leve deslize. Todos vamos ao cinema esperando ver o &#8220;fim&#8221; da série, pois assim ela foi anunciada. No entanto o enredo que parecia ser um &#8220;the end&#8221; mais parece um simples novo capítulo, não deixando qualquer motivo para acreditar que a franquia será abandonada. Completando, o argumento de um mundo paralelo parece ser bem convidativo e de fato diverte, mas obviamente a estória se forna previsível, ou alguém acreditou que Shrek não conseguiria reverter o feitiço? Não vi nenhuma única grande virada na estória, infelizmente. O filme é divertido, repito, mas pouco surpreendente.<br />
<span style="text-decoration: underline;"> Trilha Sonora.</span> O que houve? A trilha sempre foi um dos pontos fortes de Shrek! As tiradas setentistas e oitentistas inseridas deixavam a trama hilária. Elas ainda aparecem timidamente, mas fica a sensação de que poderia ter muito mais.<br />
<span style="text-decoration: underline;"> Gags</span>. Esse é o nome dado para as piadas, as surpresas que nos tomam desprevenidos e arrancam gargalhadas da platéia. Em uma animação elas praticamente sustentam a estória e ligam os pontos mantendo o interesse do público durante o desenrolar da trama. Em Shrek 1 e 2 (esse último a meu ver o melhor) as gags chovem de todos os lados. As vezes são falas, outras vezes são expressões corporais, outras vezes são músicas. Quem não se lembra em Shrek 3 de um príncipe gritando &#8220;Socorro! Tem um ogro querendo ser meu bróder?&#8221;, ou do burro fazendo aquele barulho irritante na carruagem enquanto estavam a caminho de Tão-Tão-Distante (em português). Creio que esta aventura do nosso amigão verde foi a mais carente de boas gags! Elas estavam lá, mas em menor número, insuficientes para manter o rítimo ao meu ver. Ainda assim, eram inteligentes como sempre, por exemplo quando o flautista de Havelin gira um botão na flauta que muda a configuração da música.<br />
<span style="text-decoration: underline;"> Animação</span>. A meu ver o ponto baixo de toda a série. Falta sutileza e fluidez em praticamente todas as cenas de Shrek desde o primeiro filme. Já vi várias animações da Dreamworks e eles são incríveis, geniais, mas por algum motivo (não conseguiria entender como isso poderia ser uma escolha do estúdio) o alto padrão nunca alcançou Shrek. A caminhada dos personagens é dura, falta peso e centro de gravidade. As poses não costumam ser fortes, todos os outros fundamentos técnicos da animação parecem tímidos. Sequer notamos arcos claros nos movimentos dos personagens. Essa é desde sempre minha birra com a franquia Shrek. Enquanto na Pixar todas as cenas são mágicas; na Sony e BlueSky a maioria das cenas com poucas excessões são mágicas; em Shrek (e apenas nele na Dreamworks) cenas realmente perfeitas são minoria. O que dizer disso?<br />
Não gosto de fazer críticas a esses gênios, me sinto mesmo mal relendo o que acabo de escrever. Daria tudo para ter participado de qualquer um dos quatro filmes do Shrek&#8230; na verdade está exatamente aí o ponto. Quando vejo Ratattouille (Pixar), Rio (BlueSky) ou Cloudy With a Chance of Meatballs (Sony) penso &#8220;será que eu teria nível para fazer essas cenas?&#8221;; mas quando vejo Shrek, qualquer um deles, na maioria das cenas penso &#8220;eu faria isso, talvez até melhor&#8221; (sem arrogância, por favor compreendam).<br />
Espero não ser mal compreendido. Shrek é uma série ótima e com certeza terei os quatro na estante, mas para mim o ápice veio no segundo filme, de longe.</p>
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		<title>ToyStory 3 &#8211; O melhor,simplesmente isso</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 22:29:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ No ano de 1995 a Pixar Animation Studio presenteou toda uma geração com aquele que seria considerado o primeiro longa de animação 3D já produzido. Existe apenas no Brasil uma certa controvérsia a respeito desse pioneirismo, que deveria pertencer na verdade à produção brasileira Cassiopéia, mas é um argumento que existe apenas no Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>No ano de 1995 a Pixar Animation Studio presenteou toda uma geração com aquele que seria considerado o primeiro longa de animação 3D já produzido. Existe apenas no Brasil uma certa controvérsia a respeito desse pioneirismo, que deveria pertencer na verdade à produção brasileira Cassiopéia, mas é um argumento que existe apenas no Brasil e ainda assim entre os mais entendidos ou profissionais da área de animação. Para o resto do mundo, Toy Story foi o marco oficial de uma nova era.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Fato é, e isso é inquestionável, que toda uma geração de profissionais atuais foi seduzida por Wood, Buzz Lightyear e toda sua turma. Eu, assim como milhares de outros profissionais ao redor do mundo, sou animador profissional por quê há 15 anos atrás me apaixonei por Toy Story. Tenho todos os personagens do filme em bonecos que enfeitam meu escritório ou o quarto dos meus filhos; e inúmeras vezes comprei bonecos ToyStory (junto mesmo, pois aqui me refiro a marca) para eles de presente apenas como desculpa, pois na verdade era &#8220;eu&#8221; quem os queria ter em casa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Por isso, e não apenas por isso, acredito agora após ter assistido à Toy Story 3, que este último não é apenas um longa de animação, mas uma justa &#8220;homenagem&#8221; a essa franquia e aos fãs de toda a série. Você tem um Wood em sua casa? A maioria de nós tem e a maioria de nós escreveu seu nome no seu pé assim como fez Andy, certo? O discurso de Andy no fim do filme falando da importância de cada personagem em sua vida é muito emocionante, talvez exatamente por tocar em cada um de nós o que esses bonequinhos representam de nossos sonhos em nossas vidas. As últimas cenas de Toy Story são absolutamente emocionantes, no sentido emotivo mesmo da palavra. Nunca havia assistido uma animação com um nó tão grande na garganta no final.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Por falar em nó na garganta, preciso comentar outra cena.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Eu devia ter cerca de quinze anos quando vi no cinema pela primeira vez a força do silêncio de um personagem. Em o Poderoso Chefão 3 (se não me engano) Al Pacino chora, sem som, sem palavras, sem soluço. Simplesmente se ajoelha, olha para cima, não necessariamente para o céu, abre a boca como se quisesse gritar mas o expectador não ouve o grito, nem som algum. O sofrimento está preso no peito, é um sofrimento indizível, insuportável. Quando vi essa cena senti uma dor profunda, me coloquei no lugar daquele personagem. Nenhuma cena de drama algum jamais me levou a um universo de sofrimento tão desumano quanto a imagem que guardei daquela cena do brilhante Al Pacino. Até hoje.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Em certo momento em Toy Story 3 todos os principais personagens estão reunidos em um incinerador. Poucos metros a frente a morte os aguarda e não há o que fazer para fugir delas. Uma montanha interminável de lixo triturado os empurra cada vez mais para o centro e é aí que Jesse pergunta a Buzz Lightyear &#8211; &#8220;o que faremos agora?&#8221;. Por talvez três segundos que mais parecem três horas, Buzz a olha paralisado, sem palavras, olhos arregalados, expressão de pânico, nenhuma palavra é dita daí em diante. Nesse momento Buzz estende a mão à Jesse a um-a-um os personagens repetem o jesto. Em uma última fotografia, vemos o centro do incinerador e todos os nossos heróis de mãos dadas, inertes, em atitude de completa aceitação do fim. Buzz deixa a cabeça cair nos ombros de Jesse e a cena se completa, desolação total.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Obviamente nossos heróis são salvos, mas o poder dessa cena é impressionante. Nenhuma palavra é dita, mas o sentimento de &#8220;fim&#8221;, perda, morte, desolação que o expectador absorve nesses talvez 40 segundos é surpreendente para uma animação. Me senti sinceramente levado novamente ao universo que compartilhei com Pacino 18 anos atrás.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Existem mil coisas para elogiar em Toy Story 3. A animação amadureceu e é muito melhor que aquela do primeiro filme. A fotografia melhorou em muito e novos personagens foram acrescentados à turma de forma tão bem sucedida quanto os primeiros. Tecnicamente o filme é de encher os olhos, mas para mim o lado emocional de Toy Story 3 é o que realmente o tornou memorável. Nunca havia assistido um filme de animação que nos levasse a extremos tão acentuados de emoção.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Toy Story 3 não é apenas um filme. É uma homenagem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span>Que venha o Oscar.</div>
<p><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_bbjZ3nxwAaA/SiT5cd4oTTI/AAAAAAAAAgA/77QxzuwC8WA/s400/toy_story_31.jpg" alt="" width="270" height="400" /></p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>No ano de 1995 a Pixar Animation Studio presenteou toda uma geração com aquele que seria considerado o primeiro longa de animação 3D já produzido. Existe apenas no Brasil uma certa controvérsia a respeito desse pioneirismo, que deveria pertencer na verdade à produção brasileira Cassiopéia, mas é um argumento que existe apenas no Brasil e ainda assim entre os mais entendidos ou profissionais da área de animação. Para o resto do mundo, Toy Story foi o marco oficial de uma nova era.</p>
<p>Fato é, e isso é inquestionável, que toda uma geração de profissionais atuais foi seduzida por Wood, Buzz Lightyear e toda sua turma. Eu, assim como milhares de outros profissionais ao redor do mundo, sou animador profissional por quê há 15 anos atrás me apaixonei por Toy Story. Tenho todos os personagens do filme em bonecos que enfeitam meu escritório ou o quarto dos meus filhos; e inúmeras vezes comprei bonecos ToyStory (junto mesmo, pois aqui me refiro a marca) para eles de presente apenas como desculpa, pois na verdade era &#8220;eu&#8221; quem os queria ter em casa.</p>
<p>Por isso, e não apenas por isso, acredito agora após ter assistido à Toy Story 3, que este último não é apenas um longa de animação, mas uma justa &#8220;homenagem&#8221; a essa franquia e aos fãs de toda a série. Você tem um Wood em sua casa? A maioria de nós tem e a maioria de nós escreveu seu nome no seu pé assim como fez Andy, certo? O discurso de Andy no fim do filme falando da importância de cada personagem em sua vida é muito emocionante, talvez exatamente por tocar em cada um de nós o que esses bonequinhos representam de nossos sonhos em nossas vidas. As últimas cenas de Toy Story são absolutamente emocionantes, no sentido emotivo mesmo da palavra. Nunca havia assistido uma animação com um nó tão grande na garganta no final.</p>
<p>Por falar em nó na garganta, preciso comentar outra cena.</p>
<p>Eu devia ter cerca de quinze anos quando vi no cinema pela primeira vez a força do silêncio de um personagem. Em o Poderoso Chefão 3 (se não me engano) Al Pacino chora, sem som, sem palavras, sem soluço. Simplesmente se ajoelha, olha para cima, não necessariamente para o céu, abre a boca como se quisesse gritar mas o expectador não ouve o grito, nem som algum. O sofrimento está preso no peito, é um sofrimento indizível, insuportável. Quando vi essa cena senti uma dor profunda, me coloquei no lugar daquele personagem. Nenhuma cena de drama algum jamais me levou a um universo de sofrimento tão desumano quanto a imagem que guardei daquela cena do brilhante Al Pacino. Até hoje.</p>
<p><object style="height: 344px; width: 425px"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u0Izcdnsrt0"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowScriptAccess" value="always"><embed src="http://www.youtube.com/v/u0Izcdnsrt0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></object></p>
<p>Em certo momento em Toy Story 3 todos os principais personagens estão reunidos em um incinerador. Poucos metros a frente a morte os aguarda e não há o que fazer para fugir dela. Uma montanha interminável de lixo triturado os empurra cada vez mais para o centro e é aí que Jesse pergunta a Buzz Lightyear &#8211; &#8220;o que faremos agora?&#8221;. Por talvez três segundos que mais parecem três horas, Buzz a olha paralisado, sem palavras, olhos arregalados, expressão de pânico, nenhuma palavra é dita daí em diante. Nesse momento Buzz estende a mão à Jesse e um a um os personagens repetem o gesto. Em uma última fotografia, vemos o centro do incinerador e todos os nossos heróis de mãos dadas, inertes, em atitude de completa aceitação do fim. Buzz deixa a cabeça cair nos ombros de Jesse e a cena se completa, desolação total.</p>
<p>Obviamente nossos heróis são salvos, mas o poder dessa cena é impressionante. Nenhuma palavra é dita, mas o sentimento de &#8220;fim&#8221;, perda, morte, desolação que o expectador absorve nesses talvez 40 segundos é surpreendente para uma animação. Me senti sinceramente levado novamente ao universo que compartilhei com Pacino 18 anos atrás.</p>
<p>Existem mil coisas para elogiar em Toy Story 3. A animação (me referindo a movimentação dos personagens) amadureceu e é muito melhor que aquela do primeiro filme. A fotografia melhorou em muito e novos personagens foram acrescentados à turma de forma tão bem sucedida quanto os primeiros (a garotinha Bonie é apaixonante desde a primeira cena em que aparece). Tecnicamente o filme é de encher os olhos, mas para mim o lado emocional de Toy Story 3 é o que realmente o tornou memorável. Nunca havia assistido um filme de animação que nos levasse a extremos tão acentuados de emoção.</p>
<p>Toy Story 3 não é apenas um filme. É uma homenagem.</p>
<p>Que venha o Oscar.</p>
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		<title>Videotutoriais</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 14:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videotutorials]]></category>

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		<description><![CDATA[

Andei testando pela primeira vez o Camtasia e gostei do resultado, tanto que resolvi criar dois videotutoriais para aquecer os motores. Por enquanto são bem simples mas prometo que irei adicionar videos mais profissionais em breve. De qualquer forma, espero que gostem.
I was testing Camtasia yesterday and I liked the result so much, and I [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object style="height: 344px; width: 425px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/B6o-bRypII4" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 344px; width: 425px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/B6o-bRypII4" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<object style="height: 344px; width: 425px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ffS_fTjZtL4" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 344px; width: 425px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/ffS_fTjZtL4" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Andei testando pela primeira vez o Camtasia e gostei do resultado, tanto que resolvi criar dois videotutoriais para aquecer os motores. Por enquanto são bem simples mas prometo que irei adicionar videos mais profissionais em breve. De qualquer forma, espero que gostem.</p>
<p><span style="color: #993300;"><em>I was testing Camtasia yesterday and I liked the result so much, and I decided to create two videotutorials just for practicing. They are very basic tutorials for while, but I promisse that I will create more advanced videos soon. Anyway, I hope you enjoy it.</em></span></p>
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		<title>Breakdowns</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 21:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Portfolio]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem sempre sou o responsável pelo resultado final das animações que faço. Algumas vezes o trabalho é terceirizado por outras produtoras e por isso nem sempre tenho comigo as versões finais dos mesmos, uma vez que frequentemente entrego apenas as animações que faço e estas por sua vez são editadas com outras vinhetas, captações (live [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem sempre sou o responsável pelo resultado final das animações que faço. Algumas vezes o trabalho é terceirizado por outras produtoras e por isso nem sempre tenho comigo as versões finais dos mesmos, uma vez que frequentemente entrego apenas as animações que faço e estas por sua vez são editadas com outras vinhetas, captações (live action), sonorizadas e talvez re-finalizadas. Aqui abaixo estão dois dos meus últimos trabalhos para a copa do mundo.</p>
<p><em><span style="color: #993300;">I´m not always responsible for the final result of my jobs. </span></em><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;"> </span></em></span><em><span style="color: #993300;">Sometimes the work is outsourced to other post-houses and therefore not always have with me the final versions of the same. Since they often take only the animations that I make and these in turn are edited with other promos, live action videos, voiced </span></em><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;">and perhaps re-finished. </span></em></span><em><span style="color: #993300;">Here below are two of my recent local work.</span></em></p>
<p><object style="height: 344px; width: 425px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qe6hukwnVG0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 344px; width: 425px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/qe6hukwnVG0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong> VT Infocentro Copa<br />
</strong> O mais engraçado nesse caso é que eu não vi o resultado final. Algumas pessoas que viram elogiaram, mas eu nunca cheguei a ver como esse VT ficou no fim. A finalização foi feita pela Time Filmes, por isso é garantia de qualidade impecável, mas foi uma criança que não vi crescer.</p>
<p><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;">The funny thing here is that I have not seen the final result. </span></em></span><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;">Some people have praised what they saw, but I never got to see how this VT was the end. </span></em></span><em><span style="color: #993300;">The conclusion was made by Time Films, so it&#8217;s impeccable quality assurance, but he was a child I did not see grow.</span></em></p>
<p><object style="height: 344px; width: 425px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0fNRyz4WqqU" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="height: 344px; width: 425px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://www.youtube.com/v/0fNRyz4WqqU" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong> VT Mirai Copa<br />
</strong> Essa animação foi feita para a produtora Estúdio9. Eles foram os responsáveis pela direção do VT e houve uma re-finalização pelo pessoal da produtora. Muito dos efeitos e correção de cores que fiz foram refeitos por eles, portanto não culpem o pessoal de lá se houver algo que vocês não gostem. A culpa dessa versão é minha.</p>
<p><span style="font-size: 13.3333px; "><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;">This animation was made for prod-house Estúdio9. </span></em></span><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;">They were responsible for the direction of the VT and there was a re-completion by staff of the producer. </span></em></span><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;">Much of effects and color correction that I have been redone by them, so do not blame the people there if there is something you do not like. </span></em></span><span style="background-color: #ffffff;"><em><span style="color: #993300;">The blame for this release is mine.</span></em></span></span></p>
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		<title>Orçamentos e a realidade local</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 20:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das maiores guerras que travamos como freelancers parte do orçamento. Em mercados fora do eixo Rio-São Paulo onde a grana que movimenta o mercado é menor, esse ponto se torna o mais chato em todo início de projeto, pois o anunciante tende a colocar em prática o seu talento de &#8220;mercador-árabe&#8221; do qual quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das maiores guerras que travamos como freelancers parte do orçamento. Em mercados fora do eixo Rio-São Paulo onde a grana que movimenta o mercado é menor, esse ponto se torna o mais chato em todo início de projeto, pois o anunciante tende a colocar em prática o seu talento de &#8220;mercador-árabe&#8221; do qual quase todos se orgulham.</p>
<p>Esse é um campo desconfortável. O anunciante nesse momento está exercendo aquilo que ele domina, a prática pela qual ele ganha a vida, que é &#8220;convencer por A+B que o seu A menos o B dele é mais justo (para ele)&#8221;. Você por outro lado é apenas um artista, ou designer buscando cobrar um valor justo pelo seu trabalho, na maioria das vezes sem levar em conta absolutamente nada que deveria ser levado em trabalhos dessa natureza, como por exemplo: desgaste de equipamento; transporte quando necessário para lugares diferentes nos quais obterá material para o trabalho; alimentação; saúde; etc. Enfim, se negociar fosse o seu maior talento você bem provavelmente não teria esse emprego.</p>
<p>Aí você entrega aquele orçamento enxuto, sem margem pra muita coisa e que não te deixará rico. Mesmo assim escuta algo como &#8220;mas isso está muito caro. Você precisa cobrar dentro da realidade local&#8221;. Nunca ouviu isso? Eu já, dezenas de vezes. &#8220;Dentro da realidade local&#8221; ao ver do cliente significa &#8220;bem mais baratinho&#8221;. Eu concordo que não cobro dentro da realidade, pois a meu ver deveríamos pensar da seguinte maneira.</p>
<p>Quanto custa a formação de um profissional em Manaus? Bem mais caro que formar um profissional no sul do país, com certeza. Livros aqui são mais caros, cursos são praticamente inexistentes. Para estudar você terá que viajar até outros estados e, a menos que você possua parentes por lá ou alguém que lhe hospede, deverá incluir ao valor do curso os gastos com passagem, hotéis, alimentação e transporte. Por exemplo, em novembro de 2002 viajei até São Paulo e fiz dois cursos na Cadritech, cada um no valor de aproximadamente oitocentos reais. Ainda assim, após uma semana de cursos voltei para Manaus tendo gasto a bagatela de três mil reais.</p>
<p>Okay, você não precisa viajar para fazer cursos. Você na verdade consegue comprar cursos em DVD que são muito bons e produzidos por profissionais de renome. Ainda assim pagará um valor adicional em frete para nossa cidade.<br />
Certo, também não é obrigatório comprar DVDs. Existe vasto material na disponível na internet. Eu mesmo hoje em dia leio vorazmente muitos portais sobre CGI e não compro absolutamente nada. E estudar pela internet é barato, certo? Errado! Lembre-se que Manaus tem a pior e mais cara internet do país. Você paga quase duzentos reais por uma &#8220;banda lerda&#8221; de 1 mega (que quase sempre parece ter bem menos que isso), portanto, navegar é preciso, mas em Manaus é mais caro.</p>
<p>Tá, mas já sou experiente, já atúo no mercado e não sou mais um estudante e sim um profissional. &#8220;Magavilha&#8221;. Você então dependerá enormemente da já citada internet o dia inteiro. Serão emails, briefings, orçamentos, reuniões via Skype ou messenger, e completando a qualidade da nossa bela <em>interlerde</em>, lembre-se de mais um eletrizante detalhe: Manaus tem uma das mais caras taxas de energia elétrica do país (eu já não disse algo parecido?). Pois é&#8230; tá pensando &#8220;Humm&#8230; vou usar o  computador o dia inteiro&#8221;, não é? Vá mais fundo meu amigo. Você conhece alguém que trabalhe com informática em nossa cidade sem ter um ar-condicionado de bleuzentos BTUs pendurado nas costas? Reveja seus conceitos de &#8220;gastos com energia no trabalho&#8221;.</p>
<p>Citando esses exemplos (e deixando vários outros de fora apenas para não esticar demais o post) chego a conclusão de que o cliente está certo. Realmente não cobro de acordo com a realidade local, que no caso é de que é muito mais caro desenvolver o mesmo serviço aqui em relação ao sul do Brasil. Obrigado amigo cliente, fico feliz com sua compreensão e colaboração. </p>
<p>Nos encontramos no próximo orçamento.</p>
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