dez
23
Avatar – Ground Computing

Avatar – O lado genial da coisa
Avatar é simplesmente sensacional! Fazendo uma revisão fria da coisa, não há nada de novo na estória, assim como não há nada de novo em um bolo de chocolate. Ainda assim, algumas vezes você come um bolo que tem um sabor inesquecível, mesmo sendo apenas um bolo de chocolate, não é mesmo? Da mesma forma, Avatar traz a velha estória do agente duplo que se apaixona e precisa se redimir perante sua traição. Esse tema é usado tanto em filmes infantis, quanto adolescentes e adultos, mas em Avatar a roupagem utilizada foi tão sincera e tão maravilhosamente linda, tão inserida dentro de um mundo totalmente novo, rico e brilhantemente detalhado, que o filme se tornou um épico. Não há a estrutura tradicional do cinema no qual o roteiro é apresentado, explicado, desenvolvido e finalmente posto a prova em momentos de culminância. Avatar é do início ao fim um show que prende o espectador sem que em momento algum haja a percepção de tempo decorrido ou de uma estrutura rígida da estória. A performance dos personagens digitais é tão fidedígna, que são eles que aparecem na maior parte do tempo e ainda assim você acredita plenamente que são criaturas palpáveis, reais, sensíveis e com valores morais. Sinceramente, a guerreira protagonista é completamente apaixonante, conseguindo mesmo ser linda (descrição estranha para uma extra-terrestre), forte e meiga. Um doce de pessoa… digo, de Na´Vi.
O mundo criado é tão maravilhoso que sua destruição parcial em dado momento do filme realmente nos machuca. Sicneramente a agressão àquela natureza exótica me doeu mais do que ver a agressão real na natureza do nosso mundo. É algo que não sei explicar. Os seres, alados ou não, são reais, verossímeis e lindos. Pra completar Avatar faz qualquer gênio da informática perder o sono, pois apresenta uma realidade incrível na qual todo ser vivo em Pandora já nasce com um cabo USB e é completamente Plug-and-Play com qualquer outro ser de qualquer espécie daquele planeta, vegetal ou animal. Pandora é na verdade um imenso Rapidshare no qual cada criatura pode fazer upload e download de suas memórias, preservando e compartilhando sua cultura e formas de defesa do planeta. Pandona é o planeta mais online do universo. Enquanto os homens de hoje sonham com a computação nas nuvens, em Pandora predomina a computação no chão, em realtime e com conexão Bio-USB (todos os serem possuem aquele rabinho que se conectam) Plug-and-Play (eles conectam e já estão online um com o outro) e multiplataforma (não importa a raça, linguagem, gênero ou seja o diabo que for).
Foram mais de três horas de filme? Eu aguentaria mais três ou quatro facilmente. Na verdade fiquei chateado de não ver mais do romance dos smurfs gigantes. Espero que façam um Avatar 2, pois mesmo eu sendo sempre contra toda e qualquer continuação de estórias, nesse caso em especial, a estória implora por continuidade.